eu vivo sempre na iminência do confronto
como a água que promete transbordar
e se me perco, logo logo eu me encontro
conectando pra me desconectar
eu vou à luta, corro atrás todos os dias
me distancio pra ninguém me alcançar
vivo no Rio, na cidade maravilha
peregrinando, procurando o meu lugar
que rei sou eu?
onde está o meu reinado?
que réu sou eu?
inocente ou condenado?
minoria e maioria se misturam
como se nada as pudesse separar
mas ao nascer o Sol de mais um lindo dia
a maioria é que tem que trabalhar
desde pequeno ouço a voz da esperança
me convencendo de que isso vai mudar
mas quando vejo no trabalho uma criança
me desiludo com essa droga de lugar
que rei sou eu?
o que há com o meu reinado?
que réu sou eu?
condenado ou condenado.
Cantado dá uma vida tão bonita quanto declamado...
ResponderExcluir(Inocente ou condenado..última linha!)
Ou será q não tem dúvida da sua condenação?
ResponderExcluirSem saída?rs
Liberdade poética...vai saber né...